Em SSD, apagar arquivos ou formatar não funciona como em um HD mecânico. TRIM ou deallocate, garbage collection, FTL e novas gravações podem mudar rapidamente o estado lógico da mídia. Ao mesmo tempo, pesquisas recentes mostram que determinadas controladoras suportadas ainda podem preservar versões anteriores do tradutor e metadados.

É possível recuperar SSD formatado ou arquivos deletados?
Por isso, a resposta tecnicamente correta não é "sempre recupera" nem "TRIM tornou tudo impossível". O primeiro objetivo é preservar o estado atual do SSD. O segundo é identificar a arquitetura e descobrir se os dados ainda estão acessíveis pela tradução atual, por análise lógica ou por recursos profissionais específicos para a família.
Guia completo de SSD formatado e arquivos apagados
Quais situações entram em recuperação de SSD formatado ou arquivos deletados?
Shift+Delete ou lixeira esvaziada
As referências do sistema de arquivos são removidas. Em SSD, a exclusão pode ser seguida por TRIM ou deallocate para as faixas liberadas.
Formatação acidental
O volume foi recriado durante instalação, manutenção ou erro humano. A quantidade de estrutura alterada costuma ser maior que na exclusão de alguns arquivos.
Partição deletada
A tabela de partições foi modificada ou a região aparece não alocada. Não criar nova partição é fundamental.
Windows reinstalado
Novas partições e arquivos do sistema podem sobrescrever dados antigos e alterar áreas lógicas extensas.
macOS reinstalado ou APFS apagado
APFS, FileVault e a arquitetura de armazenamento Apple exigem análise específica do modelo e das credenciais.
Partição apagada após incidente
Malware ou erro administrativo pode remover volumes ou estruturas. A camada de recuperação de dados deve ser separada da resposta ao incidente.
Por que a recuperação de SSD formatado é mais complexa que a de HD?
Em um HD mecânico, excluir um arquivo normalmente remove referências lógicas enquanto os setores magnéticos continuam contendo o conteúdo até uma sobrescrita. Em SSD, a controladora precisa gerenciar células NAND que são gravadas em páginas e apagadas em blocos. Para manter desempenho e organizar espaço livre, o sistema operacional pode avisar ao SSD quais faixas lógicas não são mais necessárias.
TRIM no SATA
No ecossistema ATA/SATA, TRIM faz parte do mecanismo de gerenciamento de dados. O comando funciona como uma indicação de que determinadas faixas podem deixar de ser preservadas como conteúdo válido.
Deallocate no NVMe
A especificação NVM Express descreve deallocate como função semelhante ao TRIM do ATA. A própria documentação de namespaces explica que a utilização pode diminuir após comandos de deallocate.
Garbage collection
Garbage collection é um processo interno da controladora. A Kingston explica que ele reorganiza páginas válidas e recupera blocos preenchidos por dados que deixaram de ser necessários. TRIM ajuda o controlador a identificar o que pode ser tratado como lixo.
Apagar arquivos e formatar o SSD não são a mesma coisa
Uma exclusão parcial tende a afetar referências e faixas relacionadas aos arquivos removidos. Uma formatação recria estruturas do volume e pode liberar uma região muito maior para uso futuro. Em 2026, a ACE Lab demonstrou isso em um SSD M.2 SATA Apacer com controladora SM2259XT: a exclusão de arquivos e o quick format apresentaram padrões diferentes de TRIM.
| Evento | O que muda primeiro | Risco adicional | Conduta |
|---|---|---|---|
| Arquivo deletado | Referência no sistema de arquivos e LBAs associados | TRIM, deallocate, novas gravações | Desligar e não gravar |
| Pasta inteira apagada | Múltiplas referências e faixas | Mais LBAs podem ser descartados | Interromper uso imediatamente |
| Partição deletada | Tabela de partições e acesso ao volume | Nova partição ou formatação sobrescreve metadados | Não inicializar nem recriar |
| Quick format | Estruturas lógicas do volume são recriadas | Grande região pode ser descartada | Desligar após perceber o erro |
| Reinstalação de sistema | Partições, sistema de arquivos e dados novos | Sobrescrita efetiva e descarte | Parar instalação assim que possível |
| Secure Erase / Sanitize | Operação de remoção segura | Pode eliminar acesso ao conteúdo anterior | Não executar se precisa dos dados |
10 passos após formatar ou deletar arquivos de um SSD
Erros que reduzem a chance de recuperar SSD formatado
Instalar programa no SSD
Mesmo um bom software de recuperação pode piorar o cenário se for instalado na própria origem e gerar novas gravações.
Continuar usando normalmente
Navegador, atualizações, cache, logs, sincronização em nuvem e memória virtual continuam escrevendo sem o usuário perceber.
Reparar sistema de arquivos
Reparo busca consistência atual, não restaurar o estado anterior. Ele pode remover referências que seriam úteis para reconstrução.
Otimizar o SSD
Em um SSD com perda de dados, otimização e descarte são o oposto da preservação.
Formatar de novo
Repetir formatação não desfaz o primeiro evento e pode alterar ainda mais a camada lógica.
Usar factory tools
MPTools e utilitários de produção podem inicializar, apagar ou reconfigurar o SSD. Não são ferramentas de recuperação para usuário final.
Como funciona a recuperação profissional de SSD formatado
Não existe um procedimento único para todos os SSDs. O fluxo depende de como a unidade identifica, da controladora, firmware, NAND e dos recursos disponíveis para aquele modelo.
Por que "TRIM = impossível" ficou simplista demais para todos os casos
Durante anos, a leitura lógica de um SSD após TRIM frequentemente retornava zeros ou nenhuma referência ao estado anterior. Isso levou a uma regra prática muito pessimista. Porém, em 2026 a ACE Lab publicou uma série técnica chamada "Beyond TRIM" que demonstra métodos para recuperar estados anteriores em controladores suportados.
QUMO SATA SSD com SM2259XT
Em fevereiro de 2026, a ACE Lab demonstrou um método para retornar a versões anteriores do tradutor interno em um SSD baseado em Silicon Motion SM2259XT. O objetivo era acessar dados anteriores à formatação e restaurar estrutura de arquivos de versões anteriores.
Apacer M.2 SATA com arquivos deletados
Em abril de 2026, a série mostrou recuperação de dados parcialmente deletados em um Apacer AP120GAST280 M.2 SATA com SM2259XT. O artigo diferencia exclusão parcial de quick format e mostra que o estado de metadados pode ser analisado por versões.
Transcend USB SSD SM2320G formatado
Em julho de 2026, a ACE Lab documentou criação de virtual drive, seleção de versões anteriores de metadados e reconstrução de um estado anterior do sistema de arquivos em uma família suportada.
Formatação rápida, completa, Secure Erase e Sanitize: não confunda
| Operação | Objetivo | Impacto para recuperação |
|---|---|---|
| Quick format | Recriar estruturas lógicas rapidamente | Pode liberar grande parte do volume e acionar descarte. Ainda exige análise por modelo e estado. |
| Full format | Formatação com processamento muito mais extenso da mídia | Pode adicionar gravações e alterações além do quick format, reduzindo a recuperação. O comportamento exato depende da plataforma. |
| Delete volume / partition | Remover referência ao volume | Não recriar partição nem formatar. Pode haver metadados e conteúdo ainda acessíveis. |
| Secure Erase | Remover dados de forma deliberada | Quando executado com sucesso, não deve ser tratado como simples formatação acidental. |
| NVMe Sanitize / Crypto Erase | Sanitização ou invalidação criptográfica | Pode tornar dados anteriores inacessíveis de forma intencional. |
Evite conclusões baseadas apenas no nome da opção exibida na interface. O diagnóstico deve registrar exatamente qual ferramenta foi usada, em qual sistema operacional e se a operação foi concluída.
SSD SATA formatado x SSD NVMe formatado
SATA e NVMe usam protocolos diferentes para comunicar descarte. No SATA, TRIM está associado ao conjunto ATA. No NVMe, o mecanismo de deallocate pode ser aplicado a LBAs dentro de namespaces. A NVM Express descreve deallocate como conceito semelhante ao TRIM.
SATA
O diagnóstico considera ATA, TRIM, controladora, firmware, tradutor e suporte da família. M.2 também pode ser SATA.
NVMe
Namespaces, Dataset Management, deallocate, firmware e controladora entram na análise. NVMe não é sinônimo de M.2, pois existem outros formatos PCIe.
SSD aparece como não alocado após apagar a partição
Espaço não alocado significa que o sistema não possui uma partição ativa apontando para aquela região. Isso não prova que os dados físicos desapareceram, mas também não prova que continuam acessíveis. Em SSD, a operação que removeu a partição e comandos subsequentes podem ter liberado faixas para descarte.
Quando a perda é puramente de metadados e o conteúdo ainda está acessível, a reconstrução de partição ou do sistema de arquivos pode manter nomes, pastas e hierarquia. Quando metadados foram descartados, recuperação por assinatura pode encontrar conteúdo sem a organização original.
Formatou o SSD e reinstalou Windows ou macOS: o que muda?
Reinstalar um sistema é mais agressivo para recuperação do que perceber o erro logo após a formatação. O instalador cria ou altera partições, grava sistema operacional, drivers, logs, cache, arquivos temporários e pode continuar gravando depois do primeiro boot.
Windows
Uma reinstalação pode criar EFI, MSR, Recovery e NTFS, além de preencher parte relevante do volume. Mesmo que existam áreas antigas recuperáveis, setores lógicos que receberam novos dados já não podem fornecer o conteúdo anterior pela camada normal.
macOS e APFS
APFS usa copy-on-write para suas estruturas, mas apagar ou reinstalar um volume é uma operação de armazenamento real e pode coexistir com TRIM e criptografia. FileVault e hardware Apple adicionam dependências. Não é seguro aplicar regras de SSD SATA genérico a todos os Macs.
Linux
O comportamento depende do sistema de arquivos, montagem com discard ou execução periódica de fstrim, além da controladora e da camada de storage. Em servidores, RAID e virtualização podem impedir ou propagar descarte de maneiras diferentes.
Cenários técnicos de SSD formatado e arquivos deletados
NVMe de notebook formatado durante reinstalação do Windows
Contexto: o usuário seleciona a partição errada, formata e inicia a instalação. Percebe o erro após alguns minutos.
Ação que agrava: concluir a instalação, inicializar o Windows e instalar softwares de recuperação no mesmo NVMe.
Estratégia: interromper novas gravações, identificar o modelo e avaliar o estado atual, partições recriadas e possibilidade de acesso a dados anteriores.
Resultado esperado: não pode ser previsto sem análise. Áreas sobrescritas pelo novo sistema não retornam o conteúdo anterior pela mesma faixa lógica.
M.2 SATA com pasta profissional apagada por Shift+Delete
Contexto: apenas uma pasta é apagada, sem formatação.
Ação que agrava: continuar trabalhando no computador, sincronizar nuvem e copiar arquivos novos.
Estratégia: desligar o equipamento, registrar o caminho da pasta e analisar o sistema de arquivos, TRIM e a família da controladora.
Ponto técnico: exclusão parcial pode ser diferente de quick format. Em famílias específicas, pesquisas recentes demonstram análise de versões anteriores de metadados.
SSD externo USB formatado em exFAT
Contexto: o SSD é conectado a outro computador e formatado para exFAT.
Complexidade: além da controladora SSD, a ponte USB e o modo de acesso podem influenciar quais comandos são propagados.
Referência técnica: a ACE Lab documentou em 2026 recuperação de um Transcend USB SSD SM2320G formatado por seleção de versões anteriores de tradução e metadados em ambiente suportado.
Partição de SSD de servidor removida antes de rebuild
Contexto: administrador remove partição ou recria volume tentando restaurar serviço.
Risco: novas operações podem alterar metadados do SSD e também do RAID, LVM, storage pool ou virtualização.
Estratégia: preservar todos os membros e documentar ordem, controladora, nível RAID, estado do array e ações realizadas.
Quando vale tentar software e quando o risco não compensa?
Caso lógico, SSD estável, baixo valor dos dados
Software pode fazer sentido quando o SSD identifica corretamente, não trava e o usuário aceita o risco. O programa deve rodar de outro disco e salvar o resultado em outra mídia.
Dados únicos ou profissionais
Quando fotos, projetos, banco de dados, documentos empresariais ou arquivos sem backup estão em jogo, preservar a origem antes de experimentar é mais coerente.
Ferramentas lógicas como R-Studio, UFS Explorer, DMDE, TestDisk, Disk Drill, EaseUS e outras têm funções diferentes. Nenhuma delas substitui recursos de baixo nível para uma família cujo tradutor ou firmware precisa ser analisado.
SSD formatado em RAID, servidor, storage ou máquina virtual
A exclusão em ambiente corporativo pode existir em várias camadas. Um arquivo dentro de uma VM pode ser deletado sem que o datastore seja formatado. Um LUN pode ser removido enquanto os SSDs físicos continuam íntegros. Um storage pode propagar UNMAP ou deallocate até a mídia física. Por isso, o diagnóstico começa pela arquitetura inteira.
RAID
Preservar ordem dos SSDs, controladora, nível RAID, stripe, paridade e histórico de rebuild.
Storage
Thin provisioning, pools, snapshots, UNMAP e LUNs podem mudar a interpretação do que foi realmente descartado.
Virtualização
VMFS, VMDK, VHDX, QCOW2 e snapshots precisam ser analisados como camada lógica sobre o armazenamento.
Veja também recuperação de RAID e recuperação de NAS.
Perguntas frequentes sobre SSD formatado e arquivos deletados
É possível recuperar dados de um SSD formatado?
Em alguns casos, sim. A viabilidade depende do tipo de formatação, do sistema operacional, do suporte a TRIM ou deallocate, do tempo que o SSD permaneceu energizado, das gravações posteriores, da controladora, do firmware e da disponibilidade de métodos profissionais para aquela família. Não é tecnicamente correto afirmar que todo SSD formatado é recuperável nem que todo caso é impossível.
Arquivos deletados de SSD podem ser recuperados?
Podem existir cenários recuperáveis, especialmente quando o dispositivo é desligado rapidamente e não recebe novas gravações. Porém, TRIM ou deallocate e garbage collection podem reduzir fortemente a disponibilidade de conteúdo apagado. Em 2026, a ACE Lab documentou métodos para recuperar versões anteriores de dados e metadados em determinadas famílias suportadas, o que reforça a necessidade de análise por modelo.
O que devo fazer imediatamente após formatar um SSD por engano?
Interrompa o uso e desligue o equipamento. Não reinstale o sistema, não copie arquivos, não execute CHKDSK, não inicialize partições e não rode software de recuperação no próprio SSD. O objetivo é evitar novas gravações e preservar o estado atual para diagnóstico.
TRIM apaga os arquivos imediatamente?
TRIM, no ATA, e deallocate, no NVMe, informam ao SSD que determinadas faixas lógicas não precisam mais ser preservadas. A limpeza física depende do firmware, do garbage collection e da arquitetura. O comportamento não é idêntico em todos os SSDs, por isso não existe um prazo universal confiável.
Qual a diferença entre apagar arquivos e formatar o SSD?
Na exclusão individual, apenas as faixas associadas aos arquivos removidos podem ser liberadas. Em uma formatação, uma área muito maior do sistema de arquivos pode ser recriada e o sistema pode desconsiderar grande parte dos LBAs anteriores. A ACE Lab demonstrou em uma família SM2259XT que exclusão parcial e quick format produzem padrões diferentes de TRIM.
Formatação rápida e completa são iguais em SSD?
Não devem ser tratadas como operações idênticas. Uma formatação rápida normalmente recria estruturas lógicas sem percorrer toda a mídia como uma gravação integral. Uma formatação completa pode incluir operações adicionais e gravações que pioram a recuperabilidade. Em SSD, o efeito de TRIM ou deallocate, as gravações posteriores e a implementação do sistema operacional e firmware também precisam ser considerados.
Reinstalar Windows por cima do SSD reduz as chances?
Sim. A reinstalação grava muitos dados novos, recria partições e sistemas de arquivos e pode enviar comandos de descarte. Mesmo que partes antigas permaneçam fisicamente na NAND, novas gravações e mudanças de tradução podem reduzir drasticamente o que ainda pode ser recuperado.
SSD formatado aparece vazio ou com zeros. Isso significa que a NAND foi apagada?
Não necessariamente. Em determinados controladores, o host pode receber zeros porque a tradução lógica atual não referencia mais o estado anterior dos dados. A ACE Lab documentou casos em que versões anteriores do tradutor e metadados permitiram reconstruir estados anteriores em SSDs suportados. Essa possibilidade não existe para todos os modelos.
É possível recuperar uma partição deletada do SSD?
Pode ser possível quando o conteúdo correspondente ainda não foi descartado ou sobrescrito. O primeiro passo é não criar uma nova partição nem formatar. A análise deve verificar tabela de partições, sistema de arquivos, estado de TRIM e disponibilidade do espaço de usuário.
Software como Recuva, Disk Drill, EaseUS ou TestDisk pode recuperar SSD formatado?
Pode ajudar em perda estritamente lógica quando o SSD está estável e os dados ainda são apresentados pela interface. Porém, software convencional não acessa versões antigas de tradutor interno nem contorna controladora, firmware ou NAND. Para dados críticos, a estratégia mais conservadora é não instalar nada na origem e considerar aquisição profissional.
SSD NVMe formatado é diferente de SSD SATA formatado?
Sim, principalmente na camada de protocolo. SATA utiliza ATA e TRIM, enquanto NVMe utiliza mecanismos como Dataset Management e deallocate. O resultado prático também depende do sistema operacional, controlador e firmware. Não é seguro assumir que NVMe sempre limpa mais rápido ou que SATA sempre oferece uma janela maior.
Mac com APFS formatado pode ter recuperação?
A viabilidade depende do dispositivo, arquitetura Apple, APFS, FileVault, TRIM e do que ocorreu após a formatação. Em alguns Macs, armazenamento e criptografia são fortemente integrados ao hardware. O diagnóstico precisa considerar o modelo exato e as credenciais disponíveis.
Secure Erase ou Sanitize é igual a uma formatação comum?
Não. Secure Erase, Sanitize e Crypto Erase são operações deliberadamente voltadas à remoção segura de dados. Em uma execução bem-sucedida, o cenário é muito diferente de uma formatação acidental comum e pode eliminar de forma definitiva o acesso ao conteúdo anterior.
Quanto tempo depois da exclusão ainda vale tentar?
Não existe uma janela de tempo universal. O comportamento depende da controladora, firmware, capacidade, carga, sistema operacional, TRIM ou deallocate, garbage collection e tempo energizado. A orientação mais segura é desligar imediatamente e não usar o SSD.
A SECURITY atende SSD formatado de todo o Brasil?
Sim. A SECURITY atende clientes de diferentes regiões e orienta envio seguro. Em São Paulo, Alphaville em Barueri, Paulista e Campinas são pontos destacados neste artigo.
Onde enviar um SSD formatado para análise?
A SECURITY atende clientes de diferentes regiões do Brasil e orienta envio seguro. Em Barueri, este artigo prioriza Alphaville. Antes de se deslocar ou despachar a mídia, confirme as orientações de recebimento.
Alameda Rio Negro, 1030, Conj. 206
Barueri, SP, CEP 06454-000
(11) 98570-8000
Rua Frei Caneca, 1380, Conj. 11
São Paulo, SP, CEP 01307-002
(11) 98570-8000
Rua José Paulino, 1399, Andar 10
Campinas, SP, CEP 13013-001
(19) 99971-7987
SSD formatado por dentro: tradutor, versões de metadados, TRIM e reconstrução
Esta seção detalha por que a recuperação moderna de SSD formatado não pode ser reduzida a uma simples varredura de setores e também não pode ser resumida à frase "TRIM apagou tudo".
1. O host lê LBAs, não páginas NAND diretamente
O sistema operacional enxerga endereços lógicos. A controladora do SSD traduz esses LBAs para páginas físicas distribuídas entre chips, dies, planes e blocos. Wear leveling e garbage collection fazem essa relação mudar ao longo do tempo.
2. O que acontece quando um arquivo é deletado
O sistema de arquivos remove ou altera referências do arquivo e marca seu espaço como livre. Em um SSD, o sistema operacional pode também emitir TRIM ou deallocate para as faixas correspondentes. O controlador então sabe que não precisa preservar aquele conteúdo como válido para o host.
3. Por que a leitura pode retornar zeros sem significar que toda NAND foi fisicamente apagada naquele instante
Em determinadas arquiteturas, a tradução atual deixa de apontar para o conteúdo antigo. A interface lógica pode retornar zeros ou dados vazios porque o mapa ativo mudou. Isso é diferente de provar que todas as células antigas já passaram por apagamento físico.
4. A descoberta prática de versões anteriores do tradutor
Em fevereiro de 2026, a ACE Lab publicou um caso com Silicon Motion SM2259XT em que novas funções do PC-3000 permitiram reverter a versões anteriores do tradutor interno. Isso possibilitou acessar dados e estrutura de arquivos anteriores à formatação em uma família suportada.
5. Exclusão parcial e quick format produzem padrões diferentes
No estudo de abril de 2026 com Apacer M.2 SATA SM2259XT, a ACE Lab mostra que exclusão parcial pode aplicar TRIM apenas às faixas dos arquivos removidos, enquanto quick format afeta uma região muito mais ampla. O processo de recuperação busca versões de metadados compatíveis com o estado anterior.
6. Virtual drive e seleção de versões
No caso do Transcend USB SSD SM2320G publicado em julho de 2026, o fluxo inclui criação de uma unidade virtual com tradução e versões disponíveis, seleção de metadados anteriores e reconstrução do sistema de arquivos pré-formatação. Esse é um método altamente dependente de suporte específico.
7. O que permanece impossível de prometer
Não existe garantia de que todo controlador mantenha versões utilizáveis, que a NAND ainda contenha dados íntegros ou que os metadados anteriores não tenham sido sobrescritos. A lista de suporte do PC-3000 SSD muda com pesquisa e software. O próprio fabricante orienta considerar a combinação de controladora e firmware.
8. Formatação, sobrescrita e sanitização são eventos diferentes
Uma formatação lógica pode deixar conteúdo antigo em estados internos diferentes. Uma reinstalação adiciona sobrescrita real. Secure Erase, Sanitize e Crypto Erase são operações deliberadas de sanitização e não devem ser agrupadas com uma formatação acidental comum.
9. Por que desligar continua sendo a recomendação correta
Mesmo quando existem métodos avançados, a preservação continua valendo. Manter o SSD em uso permite novas gravações, atualização de metadados, manutenção interna e mudanças de tradução. Nenhuma ferramenta profissional se beneficia de novas alterações após a perda.
10. Matriz técnica de decisão
| Cenário | Primeira análise | Possível caminho | Principal risco |
|---|---|---|---|
| Arquivo deletado recentemente | Sistema de arquivos, TRIM, modelo | Metadados, versões ou recuperação lógica | Uso contínuo e novas gravações |
| Quick format | Controladora, firmware, partição nova | Imagem atual, análise de versões se suportado | Descarte amplo e sobrescrita posterior |
| Partição deletada | GPT/MBR e sistema de arquivos | Reconstrução lógica quando dados ainda acessíveis | Criar novo volume |
| Windows reinstalado | Mapa de partições e áreas sobrescritas | Recuperar regiões remanescentes | Gigabytes de dados novos |
| NVMe formatado | Namespace, deallocate, firmware | Depende da família e estado | Generalizar comportamento por interface |
| Secure Erase / Sanitize | Confirmar operação executada | Não tratar como formatação comum | Sanitização bem-sucedida |
11. Estrutura de pastas x recuperação por assinatura
Quando metadados antigos ainda podem ser reconstruídos, o objetivo é preservar nomes, caminhos, timestamps e hierarquia. Quando esses metadados foram perdidos, técnicas por assinatura podem encontrar conteúdo bruto, mas arquivos ficam sem nomes originais e podem perder contexto. Essa diferença é importante para empresas, fotógrafos e bancos de dados.
12. A conclusão técnica
O melhor cenário é o SSD desligado imediatamente, sem novas gravações e com histórico preciso. O pior cenário combina formatação, reinstalação, software rodado sobre a origem e sanitização. Entre esses extremos existem muitas arquiteturas. A recuperação deve ser determinada pelo estado real do dispositivo, não por slogans absolutos.
Referências usadas neste guia
A E-Recovery foi usada somente como benchmark editorial, conforme a estratégia permanente da SECURITY. O conteúdo técnico foi construído de forma original e atualizado com fontes primárias.
- ACE Lab: Beyond TRIM, QUMO SSD SM2259XT, fevereiro de 2026
- ACE Lab: recuperação de dados deletados em Apacer M.2 SATA, abril de 2026
- ACE Lab: Transcend USB SSD formatado SM2320G, julho de 2026
- ACE Lab: lista de SSDs e controladores suportados, atualização de julho de 2026
- Kingston: garbage collection e TRIM
- NVM Express: namespaces e deallocate